5 Dicas para destruir sua Paróquia no Facebook

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*Por Fábio Castro

Todos sabemos da importância da evangelização pelas Redes Sociais. Os tempos mudaram e as ações em comunicação se tornam cada vez mais complexas. E quando falamos em “Redes Sociais”, o Facebook é e continuará sendo por muito tempo a principal ferramenta de comunicação e interatividade na internet. Mas como nossas comunidades e seus membros estão utilizando essa importante ferramenta para evangelizar?

Tenho observado o movimento de muitas comunidades, paróquias e padres no Facebook (e demais Redes Sociais que se cruzam) e percebo que, embora já se encontre excelentes trabalhos, ainda há muito despreparo na utilização dessas ferramentas. E o que é pior: comprometem toda a Igreja Católica.

Entre páginas de paróquias que publicam anúncios de “shows de funk” e perfis de padres que curtem páginas não muito ortodoxas, encontramos coisas que dão vontade de “excomungar” seus autores. Abaixo eu listo algumas ações que causam verdadeiros estragos na imagem da paróquia, do padre e, por quê não dizer, de toda a Igreja Católica:

1. Paróquia com Perfil: A Igreja é uma instituição, não uma pessoa física. As Páginas no Facebook são indicadas para publicar as informações da Paróquia e de suas comunidades. Perfis são para pessoas físicas se relacionarem entre si. Além de limitados (máximo de 5 mil ‘amigos’), os Perfis recebem postagens de todos os seus ‘amigos’, o que acaba por permitir repostagens que não deveriam ser publicadas pela Igreja. Além disso, as Páginas possuem recursos muito mais úteis e adaptados para uma instituição.

2. Padre utilizando a Página da paróquia (ou o Perfil) para suas postagens pessoais: É comum encontrarmos postagens pessoais dos administradores na Página da paróquia. O padre é transitório e, um dia, vai deixar a paróquia e seguir sua missão, podendo até mesmo deixar o sacerdócio; e a paróquia fica ali, no mesmo lugar. Padres devem ter seus próprio Perfis e não utilizarem a Página da paróquia para suas postagens pessoais. Vou insistir: padre é padre; paróquia é paróquia!

3. Leigos(as) irresponsáveis administrando a página (ou Perfil) da paróquia: Acredite, isso existe! É comum ver Páginas de paróquias com postagens pessoais do(a) leigo(a). Muitas dessas postagens são totalmente incompatíveis com a missão da Igreja chegando até mesmo ao ponto de ‘sexualizar’ a comunicação. A curiosidade humana leva a pessoa a entrar em páginas de gosto duvidoso para ver “as fotos daquele acidente” ou o vídeo daquela atriz nua” que ‘vazaram’ na web. E onde isso é republicado? Na Página da paróquia.

4. Curtidas em postagens ‘estranhas’: Quantas vezes me deparo com uma ‘curtida’ dada em postagens inapropriadas, feita por páginas de paróquias ou perfis de padres e religiosos. Sexo, corpos em acidentes, traição e fofoca são algumas das maldades propagadas por essas ‘curtidas’.

5. Paróquias sem Páginas: Acreditem, mais da metade das paróquias do Brasil não possui Páginas no Facebook. E das que possui, muitas as utilizam de maneira errada. Oremos!

O CONAGE, Congresso Nacional de Gestão Eclesial traz palestras exclusivas sobre comunicação na internet. Em sua 10ª edição, o Congresso acontecerá no mês de setembro de 2014 em Aparecida, SP e é uma excelente oportunidade para capacitar os responsáveis por essa função. Saiba mais no site www.conage.com.br. É isso. Pense nisso. Faça alguma coisa para melhorar. Forte abraço, fique com Deus!

*Fábio Castro é profissional de Marketing e idealizador projetos como a ExpoCatólica, Revista Paróquias & Casas Religiosas, eCatholicus.Com, Partilhe e fundador da PETRAS – Associação de Promoção e Defesa da Igreja Católica no Brasil.

Por: catholicus.org

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