A paróquia como lugar da Iniciação à Vida Cristã

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Há muito tempo se fala em renovação da paróquia, o que pode sugerir não ser nada fácil essa missão. A paróquia deve ser, antes de tudo, uma comunidade. No entanto, a paróquia não é simples organização administrativa ou extensão territorial, mas uma célula orgânica da Igreja, parte viva do corpo místico de Cristo. Onde a prioridade deve passar pelas relações humanas, as relações interpessoais e a necessidade do homem e da mulher do hoje da nossa história.

Temos o estudo 104 da CNBB “Comunidades de comunidade: uma nova paróquia”  que foi publicado, após  a 51ª Assembleia Geral Bispos, com o objetivo de servir de subsídio para reflexão e aprofundamento da vida paroquial. O texto aponta caminhos para ajudar as paróquias a serem verdadeiras “casas de comunhão e da vivência da Palavra”; como pede o Documento de Aparecida (DAp), por “uma Igreja samaritana em estado permanente de missão”.

A catequese na paróquia deve primar pela vida em sua interação com a fé a partir de um novo paradigma que ressalta a capacidade das pessoas de superarem as situações adversas encontrando um sentido para sua existência. Este paradigma nos aponta a Iniciação à Vida Cristã com inspiração catecumenal como um itinerário mistagógico que favorece um encontro da pessoa com Jesus Cristo. É em nossas paróquias e comunidades que precisamos favorecer este encontro que transforma vidas e conduz ao discipulado.

As reflexões do Concílio Vaticano II levaram a Igreja a redescobrir sua missão original de ser, sobretudo, Povo de Deus, comunhão de fé e de vida. Esta é a base para muitas mudanças na catequese e, de certo modo, um retorno à Igreja dos Apóstolos: “Perseveraram eles na doutrina dos Apóstolos, nas reuniões em comum, na fração do pão e nas orações”. (At 2,49). Esta experiência de fé e ao mesmo tempo a doação aos irmãos deveria caracterizar sempre a Igreja. Desta forma, para que nossas paróquias e comunidades vivam plenamente sua missão de educar a fé precisamos investir na formação dos nossos catequistas e rever nossa prática catequética a partir das orientações da Igreja.

Pe. Jordélio Siles Ledo, css

Coordenador Diocesano da Comissão para Animação Bíblico Catequética

 

Fonte: Jornal A Boa Notícia

 

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