Reflexão sobre o adolescente que disputa partidas de videogame com pai morto há dez anos.

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Talvez, você tenha pensado o mesmo que eu: “Nossa, algo sobrenatural está acontecendo”. Sim, foi o que pensei assim que li esse título, algo que é normal, pois a mídia muitas vezes tenta nos manipular e despertar nossa atenção fazendo sensacionalismo com as notícias. Porém, vendo por outro lado, jamais se lê essa notícia nos grandes veículos de comunicação, pois apesar do título sensacionalista, a experiência vivida por esse menino não seria divulgada pela mídia por não ser de interesse público.  O texto conta o relato de um adolescente que disputava partidas com seu pai no videogame durante sua infância e se divertia muito. Com 6 anos de idade, seu pai veio a falecer, fato que o fez perder o desejo de jogar e decidir guardar seu console (jogo de videogame), com medo das lembranças que o jogo acarretaria.

Passados 10 anos, o garoto resolveu voltar a arriscar a sorte no velho jogo. “Quando comecei a jogar, encontrei um fantasma!”, relatou o adolescente. Para os “Gamers”, no universo dos jogos, quando um usuário bate algum recorde, ele fica salvo como um fantasma na memória do jogo e seu pai era aquele “fantasma”. Então, esse adolescente passou a disputar partidas com seu “pai”. Porém, sempre que ele alcançava a linha de chegada, ele optava em não terminar a partida, para assim continuar jogando muitas outras vezes com seu pai.

Após algumas reflexões, podemos perceber que a atitude do garoto vai muito além de um simples jogo com um “fantasma”. Quantos de nós não trazemos lembranças de “jogos” com nossos entes queridos que já se foram? Quantos de nós não desejamos reviver momentos de descontração com aqueles que amamos e não estão mais entre nós?

Para esse jovem, um simples console faz com que ele se lembre dos momentos felizes que teve com seu pai e evita que a dor da perda se dissemine e interfira na felicidade sentida ao recordar as experiências vividas ao jogar com seu genitor.

Muitos de nós podemos nos lembrar de nossos familiares e simplesmente retornar aos lugares onde tivemos momentos especiais com essas pessoas, como ir ao estádio, ir pescar, ou até mesmo refazer alguma viagem.

São experiências que nos trazem lembranças de momentos. Mesmo que, por muitas vezes, essas vivências sejam as mais simples, certamente elas são ricas em sentimentos e recordações, que jamais alguém poderá nos tirar.

Isso nos proporciona a alegria de reviver tudo que já passou, tudo que já sentimos, tudo o que já vivemos e todas as pessoas que, de certa forma, já passaram por nossas vidas.

Usemos o exemplo desse adolescente que se esforça para resgatar as lembranças de felicidade que a figura de seu pai lhe traz e façamos o mesmo com nossas vidas. Que tal deixarmos as tristezas de lado e recordarmos apenas dos momentos felizes que tivemos com as pessoas que amamos?

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