As Celebrações Penitenciais | Ano Santo da Misericórdia

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A Bula de proclamação do jubileu do Ano Santo da Misericórdia dispensa, com toda razão, uma considerável atenção à celebração do sacramento da Penitência. Além de sublinhar o papel que desempenharão os Missionários da Misericórdia (enviados pelo papa na Quarta-feira de Cinzas), que deverão agir com “solicitude materna”, o papa ressalta que a celebração do sacramento da Penitência deve configurar-se como um “encontro cheio de humanidade e de misericórdia”. Para tanto, descreve a figura do confessor de modo diferente daquele como se costuma caracterizar um juiz, um inquisidor ou alguém que submete o penitente a perguntas indiscretas. O confessor deve se apresentar como sinal do primado da misericórdia do Pai, preparado para a escuta, rico de compaixão e considerando-se, em potencial e de fato, um penitente para agir como outro Cristo, missionário do Pai, tendo consciência de que recebeu o dom para o perdão dos pecados (observe-se que não se fala do poder para perdoar , mas do ministério da misericórdia). Deve ter como modelo o pai da parábola do filho pródigo e considerar que o ministério da reconciliação vai além do confessionário.

Nesta perspectiva da pastoral litúrgica, seria muito pobre reduzir a celebração da reconciliação ao sacramento. É preciso valorizar os ritos e celebrações penitenciais. Além da celebração sacramental, o Ritual da Penitência apresenta, em seu apêndice II, sete modelos de celebrações penitenciais não sacramentais: Celebrações penitenciais durante a Quaresma (dois modelos); Celebração penitencial no Tempo do Advento; Celebrações ordinárias temáticas: (I: Pecado e Conversão; II: O filho regressa ao pai; III: As bem-aventuranças evangélicas); Celebração penitencial para crianças; Celebração penitencial para jovens; Celebração penitencial para enfermos. Estas celebrações teriam um efeito especial vivenciadas em família (Igreja doméstica), nos diversos grupos, movimentos e pastorais, na catequese ou em preparação à celebração de um evento importante na vida da comunidade (primeira comunhão, casamentos comunitários, etc.).

Fonte: Revista de Liturgia

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