Campanha da Fraternidade 2016 | Saneamento Básico

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Por Pedrinho Botaro.

A palavra casa pode ser muito simples, mas tem um significado imenso. Lugar de morada, lugar comum que abriga pessoas. Em nossa casa particular temos algumas das pessoas que amamos, em especial, nossa família. Lá também temos nossos pertences, algumas lembranças, e ainda, nela acontecem bons e maus momentos. O importante é lembrar que gostamos sim da nossa casa e não importa como ela é. De barro, madeiras ou um palacete, mas é a nossa casa.

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Cartaz CFE 2016

Pensemos que o ambiente em que vivemos também é a nossa casa. O local de trabalho onde vamos diariamente, a paróquia em que frequentamos, as praças e os parques que nos fazem tão bem… Enfim, existem muitos lugares onde nós também poderíamos dizer que nos sentimos em casa.

Nesse sentido, a CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, escolheu o tema “Casa comum, nossa responsabilidade” para a Campanha da Fraternidade 2016. A Igreja Católica torna a falar de questões que envolvem todos nós. Em outras campanhas falou da exclusão social, do trabalho humano, dos encarcerados, da busca pela paz, da importância da família, da defesa da natureza, da busca excessiva pelo dinheiro e pelo poder, da importância da água, e outros assuntos. Mas sobretudo, sempre destacou a necessidade em lutarmos pela VIDA e defender suas diversas formas. E novamente, pensar na casa comum é destacar que todos nós seres vivos moramos em um ambiente. A casa que eu citei no começo deste editorial está inserida no contexto de uma casa maior que é o nosso planeta Terra. Porém, muitas vezes, temos um zelo e um olhar diferente. Cuidamos daquelas paredes onde estamos com nossa família, não se importando com o que acontece fora delas.

A Campanha da Fraternidade quer exortar a cada um de nós para a realidade da condição do nosso planeta. Nosso meio ambiente cada vez mais com recursos naturais reduzidos, dá lugar ao esgoto a céu aberto, a depósitos de lixos e entulhos, onde sobra descaso humano. A casa comum é de todos, portanto é de responsabilidade comum o cuidado e o zelo. Infelizmente, em nosso país muitos irmãos preocupam-se cada um com seu “próprio umbigo”, como diz a expressão popular, e esquecem que a natureza sofre as consequências das nossas atitudes. E são muitas, além da ocupação desenfreada do solo e dos desperdícios, por exemplo, relacionados a água. Reforço que a Igreja apontou na Campanha da Fraternidade 2004, que um dia a população mundial sofreria com escassez e falta de água, e justamente isso, temos visto nos últimos tempos. Ocorre que, infelizmente, somente nessas situações recordamos as orientações recebidas, e aí pode ser tarde para tentarmos concertar erros.

Durante o período Quaresmal vamos viver a fraternidade para colocá-la em prática o resto de nossa vida. Neste período somos convidados a conversão pessoal e verdadeira. Devemos caminhar em Deus, na presença Dele. É um tempo de mudanças das nossas atitudes, e observação para que caminhemos em unidade com a doutrina social cristã. Dar um abraço amigo, acolher ao outro como tanto pede o Papa Francisco, estender as mãos amigas são obrigações de todo o povo cristão.

O lema desta campanha: “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5,24) nos aponta a esperança. Sem dúvida, devemos acreditar que a mudança das nossas atitudes vai refletir no cuidado maior com a nossa casa comum. Que bom será quando tivermos ao alcance de todos o saneamento básico, a moradia digna e o respeito humano.

Nós precisamos lutar por isso. Discutir, participar e cobrar a participação daqueles que ignoram esse “despertar”. Até quando vamos deixar que as coisas aconteçam e ficamos como meros expectadores? Sejamos protagonistas deste novo amanhã, deste novo tempo.

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