Carta do Assessor Diocesano da Juventude – “Toda força será fraca, se não estiver unida.”

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“Toda força será fraca, se não estiver unida.” (Jean De La Fontaine)

Foi com muita alegria que, domingo passado, 28 de setembro, passei pela 9a Gincana Vocacional Diocesana. O ginásio todo colorido com as cores das camisetas das diversas equipes participantes; o clima de alegria no ar; o alvoroço da juventude na busca da realização das tarefas; a fraternidade que se sobrepunha ao espírito competitivo que uma gincana comporta, e que feita pelos jovens e para os jovens católicos da Igreja Particular de Santo André.

Desde quando formamos a primeira equipe vocacional a trabalhar comigo como coordenador, em março de 2005, buscávamos por uma atividade que fosse capaz de congregar a diversidade juvenil espalhada pelos 7 municípios do Grande ABCDMRR em torno da questão vocacional.

No ano seguinte, em 7 de maio de 2006, era lançada a 1a Gincana Vocacional Diocesana, com o tema: “Vocacionadas e vocacionados a serviço da vida e da missão evangelizadora da Igreja”; e o lema: “Coragem, levante-te! Porque Jesus está chamando você!” (Mc 10, 49), com o 2o Congresso Vocacional do Brasil.

Era um sonho que se realizava e uma retomada da dinâmica pastoral própria de nossa Diocese, uma vez que a Infância Missionária de nossa diocese era o grupo que, até então, tinha realizado uma grande gincana como, é a nossa hoje.

Os desafios eram muitos e os mesmos ainda hoje, como a participação nesta 9a Gincana me demonstrou. Porém, o objetivo é ainda maior que qualquer espírito de rivalidade, de competição, de diferença entre as equipes, sobretudo quando sai o resultado da equipe vencedora. Também a preocupação de algumas brincadeiras sempre poderem acabar com um acidente com algum membro participante, sempre foi constante entre nós, equipe organizadora e coordenadora.

Mas percebíamos, como é possível também hoje ver, que quando a juventude católica, como os nossos jovens que participam de seus grupos nas paróquias e estão imbuídos da mensagem evangélica têm como ideal ser cristão, isto é, portanto, ser como Cristo foi em todas as situações. Eles conseguem participar das atividades atentos aos cuidados com o outro, sem usar de força bruta, sem deixar que o espírito competitivo tome a frente do espírito do Evangelho. Brincam, rezam, refletem, aprendem, participam, partilham, motivam, riem, se emocionam, como podemos ver em cada uma das gincanas passadas, não sendo diferente com esta última.

Lembro-me aqui daquela parábola dos trabalhadores enviados à vinha, do Evangelho, em que Jesus mostra aos discípulos que Deus, Seu Pai, é bom, e o pagamento do trabalho na vinha é expresso exatamente pela participação de todos, sem que os que trabalharam o dia inteiro estejam acima dos que trabalharam pouco tempo. Jesus ensina que diante de Deus todos são igualados pela resposta positiva ao convite a trabalhar na vinha; dizendo SIM, todos os trabalhadores receberam do Bom Deus o mesmo pagamento. A conclusão dessa parábola é tantas vezes repetida por nós no dia-a-dia: “Eis como os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos.” Vale muito a pena, queridos jovens, ler e reler esta parábola que está descrita no Evangelho de Mateus, cap. 20, versículos de 1 a 16. Ele nos ensina que o importante não é o “tanto” que se fez, mais o “ter participado” neste trabalho pelo Reino de Deus.

O lema olímpico: “o importante é competir” surgiu nos Jogos de Londres, em 1908. Numa missa na Catedral de São Paulo, pouco antes do início das competições, um bispo afirmou o seguinte: “Ganhar não é tão importante quanto participar”. O Barão de Coubertin, o criador das Olimpíadas modernas, gostou tanto da frase que a adotou, com ligeiras adaptações. Isso está no livro: “História das Olimpíadas”, do jornalista britânico John Goodbody. Também podemos ver esse sentido no significado da palavra “participar”, conforme está no dicionário: Fazer; saber; comunicar; anunciar;
Tomar parte em; 
associar-se pelo sentimento, pelo pensamento; solidarizar-se com.

Creio que é este o espírito que está na preparação, na execução e no pós-gincana vocacional. Creio também que todos os jovens de nossa Diocese, todas as expressões juvenis do Setor Juventude que participaram e participarão de futuras gincanas vocacionais estão prontos a encarnar este princípio do Evangelho e participar pelo desejo de estarem juntos, rezarem, refletirem, discernirem e realizarem a sua própria vocação na Igreja e no Mundo.

Termino parabenizando a cada uma das Equipes participantes, em nome de todo o Setor Juventude da Diocese de Santo André, e desejando que possamos crescer sempre mais no espírito de pertença à nossa querida e jubilar diocese, e participação nos eventos diocesanos, especialmente os voltados para a juventude. Essa participação será expressão da força de Deus, que se concretiza no nosso esforço comum em viver o mandamento novo de Jesus Cristo: “Que todos sejam um.”(Jo 17,21).

Parabenizo ainda toda a equipe coordenadora, colaboradores, jurados, seminaristas, e o Pe. Dayvid, assessor diocesano do Serviço de Animação Vocacional e Pastoral Vocacional (SAV-PV) pelo serviço prestado às vocações.

Pe. Ademir

Pe. Ademir Santos de Oliveira
Assessor Diocesano do Setor Juventude

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