Combate ao Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes

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Por Adriana Brandão Sodré.

Há exatos 42 anos, nessa mesma data, uma menina de 8 anos, de Vitória (ES), foi sequestrada, violentada e cruelmente morta. Seu corpo foi encontrado carbonizado e os criminosos nunca foram punidos. Essa tragédia chocou e mobilizou todo o país e impulsionou mais fortemente o combate à violência sexual infanto-juvenil. Assim sendo, o dia 18 de maio foi instituído como o dia do combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Hoje não queremos lembrar apenas dessa tragédia ocorrida no estado do Espírito Santo com essa menina “sem nome”, ela pode ser Maria, Joana, José, João, menina ou menino, sem gênero, sem idade, mas com um futuro podado pela crueldade, uma vida ferida, destruída, que sangra todos os dias a cada impunidade no seio de nossas famílias.

Somente no ano de 2014 o Disque Direitos Humanos registrou 24.575 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil. Desses números alarmantemente 19.165 foram de abuso sexual e 5.410 de exploração sexual infantil. Passaram-se 4 (quatro) décadas daquela fatalidade em Vitória e mais e mais casos de abusos contra crianças e adolescentes continuam surgindo.Os casos são diversos, crianças abusadas sexualmente, exploradas e com a integridade abalada, físico e mente comprometidos.

  • Para entender melhor o que é abuso e exploração sexual: O abuso acontece quando a criança ou adolescente é submetida à atos de conotação sexual através de ameaças, sedução ou força física, geralmente por familiares ou pessoas próximas. Já a exploração sexual é quando ocorre o ato sexual ou que denote sexualidade em troca de favores, presentes, dinheiro ou qualquer outra forma de escambo, em que o sexo torna-se uma moeda de troca, podendo também fazer parte de uma rede de exploração sexual, na qual alguém lucra, um verdadeiro comércio do sexo.
  • Existem basicamente quatro tipos de exploração sexual: pornografia, tráfico, turismo sexual e prostituição. Diversos fatores contribuem para que uma criança ou adolescentes envolva-se com um deles: seja por pobreza, questões culturais ou de etnia, baixa escolaridade, os apelos sexuais das diversas mídias, envolvimento com drogas e problemas familiares.

A nós fica a missão de combater primeiramente as causas e depois mais fortemente a violência em si. Não podemos nos calar diante de situações cotidianas que denotem esse tipo de violência, por menor que sejam. Se as crianças e jovens são o futuro de nossa Nação, então cabe a nós lutar pelo “nosso futuro”. Cabe a nós denunciarmos esses atos que ferem nosso “amanhã”. Se acaso notar ou constatar atos desse tipo retratados nas linhas anteriores, denuncie para a polícia, conselho tutelar ou simplesmente ligue para o número 100, Disque Denúncia Nacional.

Para encerrar essas linhas e prolongar a reflexão, fiquem com o trecho da música Anjo das Ruas da banda Rosa de Saron: “Anjos das ruas/ Anjos que não podem voar/ Pra fugir do abandono/ E um futuro poder encontrar/ Anjos das ruas/ Anjos que não podem sonhar/Pois a calçada é um berço/Onde não sabem se vão acordar/Às vezes se esquecem que são seres humanos/Com um coração sedento pra amar/Vendendo seus corpos por poucos trocados/ Sem medo da morte o relento é seu lar.”

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