Comunicação nas Mídias Sociais

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Por Roberto Vertamatti.

Uma das diferenças entre os seres humanos e os animais é a inteligência com que utiliza a sua capacidade criativa, permitindo lidar com situações adversas e, às vezes, bastante adversas. Mas, antes de falarmos de comunicação, é importante ressaltar algumas das grandes invenções feitas pela humanidade: a primeira o vidro, descoberto na era do bronze, algo como três mil anos antes de Jesus Cristo; a bússola magnética, em torno do século 12 d.C.; o relógio, inventado no século 13 d.C.; a bateria, criada em 1779 pelo cientista italiano Alessandro Volta; a fotografia, desde 1826; a lâmpada, inventada por Thomas Edison; o plástico, criado em 1856 pelo cientista britânico Alexander Parkes; o telefone, inventado em 1876 por Alexander Graham Bell; a televisão, inventada em 1926; e, tantas outras mais.

Outras invenções que surgiram no final do século XIX e início do século XX, e hoje tem influenciado de maneira definitiva a vida atual no século XXI. A comunicação sem fio surgiu em 1891, graças aos experimentos de Nikola Tesla; os satélites de comunicação, tendo o primeiro sido lançado em 1962; e, por último, mas não menos importante, a internet, surgida na década de 60, tendo evoluído de forma acelerada a partir da década de 80.

Pode parecer incrível, mas nas comunicações de hoje em dia, todas as tecnologias citadas acima, com maior ou menor intensidade, estão integradas nos atuais dispositivos de comunicação: tablets, smart phones, computadores, etc.

As comunicações sociais, assim chamadas, ganharam impulso a partir de 1985, a AOL – American Online, passou a fornecer ferramentas para que as pessoas criassem perfis virtuais nos quais podiam descrever a si mesmas e criar comunidades para troca de informações e discussões sobre diversos assuntos.

Podemos então dizer que todas estas novas tecnologias que propiciam a comunicação em redes sociais, estão acelerando de forma fantástica a globalização nos dias de hoje. Não há limites: podemos falar em tempo real com qualquer parte do mundo e compartilhar, também em tempo real: fotos, filmes, diálogos, etc.

Sem dúvida que tudo isto é fantástico e pode ajudar de maneira definitiva o desenvolvimento da humanidade. Mas, aqui cabe um alerta: todas as tecnologias, inventadas ou descobertas pelo homem, podem ser úteis para os seres humanos, mas depende do próprio homem fazer o bom uso das mesmas. Vemos o exemplo da tecnologia nuclear, iniciada com experimentos para a guerra: bomba atômica, e hoje uma tecnologia importante na medicina para salvar vidas e auxiliar muitas pessoas em seus tratamentos.

Portanto, a utilização de tecnologias de forma incorreta, como acontece nas comunicações sociais, podem, por exemplo, causar um crescimento importante da ansiedade naqueles que estão “navegando” nestas mídias, inclusive e principalmente crianças e, de fato isto está ocorrendo. Por outro lado existem outros absurdos causado pelo mal uso destas tecnologias: afetando os nossos jovens que, muitas vezes, passam horas infindáveis em comunicações fúteis e não produtivas nas mídias sociais, sem falar dos “bandidos” que navegam pelas mídias procurando ludibriar e tirar vantagens dos menos atentos e conscientes.

Não estou aqui defendendo o término destas novas tecnologias, ao contrário, elas podem continuar sendo muito úteis e de decisiva contribuição para uma melhor convivência e desenvolvimento educacional dos seres humanos. Mas, como salientamos acima, tudo deve ser utilizado com critério e bom senso. Cabe aqui, em especial aos educadores e, os pais com as crianças, uma contribuição decisiva para o melhor uso das mídias sociais, no estabelecimento de critérios de uso destas tecnologias, com bom senso, estabelecendo momentos para o uso, buscando excluir conteúdo impróprios e, porque não dizer criminosos, destas mídias.

“Utilize os seus valores cristãos também no uso das mídias sociais”.

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