Vocação e Dom

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Por Isaak Negrão.

Creio que a palavra que mais ouçamos nos tempos de hoje são Vocação e Dom, às vezes muito mal utilizadas, e colocando formato diverso daquele de onde derivam as palavras, afinal, seus significados são próximos e sua aplicação por muitas vezes é em conjunto.

Por Vocação, palavra que possui origem no latim; vocationis, podemos entender, como o ato de chamar, isto é um chamado intrínseco a pessoa, e que somente ela pode descobrir. Claro que possa haver a intervenção de alguém ou de algum modo para que seja descoberto, ou até um chamado Divino. Tratando aqui estritamente do que é vocação e não do seu contexto, podemos defini-la como vocação ao sacerdócio ou vocação a constituir uma família, ser leigo consagrado, catequista, vocação ao matrimonio ou outras que são acolhidas pela nossa Igreja. Isto é, trata-se de uma inclinação a algo. Gosto muito da definição dada pelo mundo jurídico sobre vocação, isto é, chamado para exercer função obrigatória ou para que se tome posse de algum direito. Ora, se vocacionado a uma coisa, você decide por outra, é claro que não haverá felicidade completa, pois haverá a negação de uma predisposição de ordem natural. Colocando isso em uma experiência prática e simplista, é a mesma coisa que declinar do amor de seu pai ou de sua mãe, afinal são sentimentos inatos e não empíricos e eles possuem a vocação de serem pais e o dom de terem filhos. Da mesma maneira, podemos definir a vocação como inata e não empírica. Podendo haver ou não o conhecimento daquela vocação especifica, desde os mais tenros anos de sua vida, porém quando há o primeiro contato, ela floresce e começa a incomodar, até que seja praticada e que esteja dentro de sua vida em abundância.

Já o Dom, que etimologicamente vem do latim donum, podemos entender e compreender como uma dadiva, uma doação. Imagine uma criança que desde pequena desenha com primor, ou tem extrema facilidade com música, isto é, possui um dom, uma aptidão, também inata assim como a vocação, porém diferente da vocação, o dom não te dirige a uma função especifica na sociedade, e sim tendência a um talento. Para nós monoteístas e crentes em Deus o dom é um regalo, um pequeno presente dado por Deus, que é o ato puro, mas deixemos esse papo aristotélico e tomista sobre ato e potência para outro momento.

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