Envolver-se Vocacionalmente

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Grande desafio para a vida da Igreja continua ser a escassez  de vocações sacerdotais, religiosas e leigas. O número daqueles e daquelas que estão diretamente a serviço da construção do Reino de Deus é simplesmente insuficiente.

O Mês Vocacional (agosto) é um tempo favorável para as comunidades fervorosas rezarem mais insistentemente pelas vocações e assumirem a pastoral vocacional com mais amor e destemor.

Não desconhecemos as dificuldades do trabalho vocacional no atual contexto social, onde predomina, no dizer do Papa Francisco, a “cultura do provisório”. Falar ao mundo de hoje sobre o ideal de uma vida totalmente entregue a Cristo e à sua Igreja tornou-se praticamente um discurso proibido. Daí, talvez, a razão por que não são muitos os que ainda se animam a propor o seguimento de Cristo como uma opção radical de vida.

A falta de ardor apostólico pode esfriar o entusiasmo vocacional no seio de nossas comunidades. Ao contrário, “onde há vida, fervor, paixão de levar Cristo aos outros, surgem vocações genuínas” (EG, 107).

No dizer do Papa Francisco, “a vocação é um fruto que amadurece no terreno bem cultivado do amor uns aos outros que se faz serviço recíproco, no contexto de uma vida eclesial autêntica. Nenhuma vocação nasce por si, nem vive para si. A vocação brota do coração de Deus e germina na terra boa do povo fiel, na experiência do amor fraterno” (Mensagem para o 51º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, n. 3 – 15.1.2014).

Diante do que dissemos, que atitudes tomar? Será suficiente a oração para que Deus “providencie” as vocações necessárias para a sua Igreja? A iniciativa da graça está na origem de toda vocação, a qual exige sempre um êxodo de si mesmo para centrar a própria existência em Cristo e no seu Evangelho.

Além da oração, é mister descobrir motivações de fundo que superem as fragilidades que hoje acompanham grande número de vocacionados, nem sempre capazes de distinguir o que é essencial do que é secundário ou acidental.

Apesar dos pessimistas de plantão e de resistências silenciosas e ostensivas, dentro e fora da Igreja, não nos cansemos de promover a pastoral vocacional. Não deixemos de envolver as paróquias, as famílias, as escolas, as associações e os Novos Movimentos, suscitando uma reflexão mais atenta e profunda sobre os valores essenciais da vida e da vocação humana. Não deixemos de assumir a própria responsabilidade na vida eclesial.

Fidelidade e perseverança vocacional são virtudes a serem readquiridas  e vivenciadas como garantia de felicidade e realização pessoal para quem livremente decidiu seguir Jesus Cristo.

Dom Nelson Westrupp, scj

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