O ardor missionário de São José de Anchieta

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Por Caroline Gomes.

“Se o não sabes, a Mãe dolorosa reclama,
Para si, as chagas que vê suportar o filho que ama.
Pois quanto sofreu aquele corpo inocente em reparação,
Tanto suporta o Coração compassivo da Mãe, em expiação.”

Encantar-se pelo trecho do poema acima não é algo difícil. Ao saber que ele foi escrito por São José de Anchieta na areia da praia (já que, no momento, ele estava sem papel e caneta para registrar sua inspiração), torna-se ainda mais fácil.

Foi necessário que São José decorasse os versos do “Poema à Virgem” antes que as águas o apagassem, e, se isso parece algo complicado demais, é necessário entender que a relação entre ele e a Virgem é algo muito mais forte do que um simples poema.

Seu encontro pessoal com Nossa Senhora, durante uma oração na catedral de Coimbra, levou José de Anchieta a consagrar-se à Virgem Maria aos 17 anos. O contato com jesuítas fez com que ele ingressasse na Companhia de Jesus e, posteriormente, viesse para o Brasil- José era espanhol, mas viveu em Portugal durante muitos anos.

Muitas características dele podem ser destacadas. Sua inteligência, seu dom para escrever poemas, sua vida de oração. Mas, entre elas, o seu ardor missionário diante da realidade indígena é algo que marca sua trajetória.

José de Anchieta respeitava a cultura dos índios e fez questão de conhecer a língua falada por eles para evangelizar de forma ainda melhor. Ensinou a língua portuguesa aos filhos de índios, compôs a primeira gramática da língua tupi, e se dedicou a catequizar muitos deles.

Além da sua preocupação com a cultura, atentava-se também as condições de vida do povo indígena, ensinando noções de higiene e, ao mesmo tempo, aprendendo com eles. Ele e o padre Manuel da Nóbrega desempenharam um importante papel missionário no Brasil.

José de Anchieta nasceu em 19 de março de 1534 e faleceu em 9 de junho de 1597. Em 1980 foi beatificado pelo papa João Paulo II e foi canonizado e declarado santo somente no ano passado, em abril de 2014, por meio de um decreto assinado pelo Papa Francisco.

São José de Anchieta foi mais que um jovem. São José de Anchieta foi mais que um missionário. São José de Anchieta foi um jovem missionário. Essa junção foi capaz de mudar muitas vidas, e o testemunho dele é capaz de mudar também a nossa vida. Ser jovem e ser missionário, um convite de Jesus a todos nós.

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