O Católico e o Carnaval

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Por Felipinho Moraes.

Muitas vezes escutamos por aí que o Carnaval foi uma invenção da Igreja Católica. Essa é mais uma das milhares de histórias errôneas que espalham. A origem do Carnaval é um pouco controversa. A história mais aceitável é que na antiguidade, gregos e romanos realizavam festas dedicadas aos deuses Dionísio ou Baco. Essa festa se chamava Currus Navalis, daí teria vindo o nome Carnavale.

Outros dizem que a origem do nome vem dos termos, em latim, Carne Vale,  significando Adeus Carne ou Despedida da Carne. Lembrando que o consumo da carne era feito até o último dia do Carnaval e durante a Quaresma as pessoas se abstinham. Alguns estudiosos citam a expressão Carnem Levare, que significa Suspender a Carne.

Com a aceitação e oficialização do Cristianismo pelo governo romano, muitos costumes populares (como o Carnaval) começaram a ser modificados, inicia-se uma fase cristianização dos costumes pagãos. Desde então as orientações são que os cristãos utilizem o Carnaval como preparação para a Quaresma.  Porém, vemos que hoje o Carnaval está mais próximo da festa dos pagãos (sexo, orgias, bebedeira desenfreada e tudo mais que vemos).

O Católico pode pular Carnaval?

Nossa Igreja não possui nenhum posicionamento oficial sobre a festa, mas através das Sagradas Escrituras, Tradição e Magistério temos boas diretrizes para responder essa pergunta. Primeiramente devemos lembrar que nem todas as comemorações carnavalescas influenciam ao pecado, muitas são tranquilas e saudáveis, com boa música e boas pessoas. Mas analisemos os excessos que tão comumente vemos durante o feriado.

Devemos sempre nos ver fora de ocasiões de pecado, longe de tudo que estimule as paixões humanas. E vemos que as atuais festas de Carnaval são ocasiões perfeitas para todo tipo de pecado.

Santo Afonso Maria de Ligório nos diz algo muito pertinente nesse sentido: “expor-se a uma ocasião próxima de pecado mortal, que se poderia evitar, já é pecado mortal de imprudência”.

Precisamos reavivar em nós o repúdio pelo pecado. Não podemos ser cristãos e negligenciar nossa salvação eterna, expondo-se aos sutis laços do inferno que são as ocasiões próximas de pecado. A Sagrada Escritura nos interpela: “Pode alguém caminhar sobre brasas sem queimar os próprios pés?” (Pr 6,28).

Nada auxilia tanto os planos do demônio quanto as ocasiões de pecado, como nos diz padre Manuel Bernardes: “Somos muitas vezes nós que tentamos ao diabo! Por quê? Porque somos nós os que buscamos a ocasião, os que chamamos por ela; e buscar a ocasião em vez de ela nos buscar é, em vez de o diabo nos tentar a nós, tentarmos nós ao diabo…”.

Assim sendo, cuidemos de nossas ações e nos ponhamos sempre longe das ocasiões de pecar – sobretudo no Carnaval.

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