São Filipe Neri – Uma História de Alegria

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Por Gabriel Paes.

Hoje recordamos a vida de São Filipe Neri, que há exatos 420 anos, concluía sua existência terrena. São Filipe é conhecido como o “Santo da Alegria”, pela forte presença da verdadeira alegria missionária que o acompanhou ao longo de toda sua vida.

Nascido em Florença, na Itália, em 1515, Filipe perdeu sua mãe enquanto ainda era criança. Aos 18 anos, a convite de um primo comerciante, foi à cidade de São Germano, para auxiliá-lo no comércio. Mesmo se dedicando ao serviço, o jovem viu que não levaria jeito para aquele ramo. Quando fez 20 anos, atraído por um instinto divino, partiu para Roma, onde estudou filosofia e teologia.

Filipe, porém, não desejava ser padre naquele momento de sua vida, mas viveu com fervor a sua espiritualidade, difundindo sua alegria vinda do próprio Cristo a todos os que o cercava, através da oração e do recolhimento. Jamais se esquecia dos pobres, cuidava dos doentes, dos órfãos e dos desamparados. Andava pelas ruas de Roma apresentando Jesus àqueles que não o conheciam e convertendo muitas pessoas.  Até mesmo Santo Inácio de Loyola chegou a convidar Felipe para ingressar na Companhia de Jesus, mas ele preferia viver como o “piedoso mendigo” pelas ruas da cidade.

Certa vez, ao escutar sobre o serviço apostólico de São Francisco Xavier nas Índias, questiona-se se deve ir até o outro lado do continente para servir no apostolado, porém a resposta um padre seu amigo logo lhe dá a resposta: “Filipe, Roma será a tua Índia!”.

Era um homem misericordioso e profundamente ligado aos mistérios de Cristo. Ao longo de sua vida, recebeu diversas manifestações sobrenaturais vindas de Deus, como quando, na madrugada de Pentecostes de 1545, ao rezar na catacumba de São Sebastião (o que fazia com frequência), sentiu- se encher de uma força divina tão forte, que seu coração não aguentou tamanha graça e aumentou de tamanho, forçando inclusive suas costelas, que se adaptaram ao seu grande coração, então modelado pelo Espirito Santo. São Filipe recebia essas graças com tanta força, com tanto calor, que às vezes dizia “Basta Senhor, basta! Meu coração não aguenta de tanta alegria, de tanta consolação!”.

São Felipe teve relações com todos os santos que viviam então em Roma: São Carlos Borromeu, São Camilo de Lelis, Santo Inácio de Loyola e São Félix de Cantalício. Aos 36 anos, foi ordenado padre, promovendo santos exercícios, debates, conversas acerca dos assuntos de Deus, e até mesmo a famosa “Peregrinação das sete igrejas”, onde se reuniam pessoas de diversas classes sociais por um único ideal: Jesus – essa peregrinação é realizada até hoje. Preocupava-se com os Jovens, indo ao encontro deles, fazendo-se um grande amigo para todos, atraindo-os através de jogos e passeios, para então os conquistar e os encaminhar para o bem.

Fundou também a Congregação do Oratório, uma sociedade de vida apostólica, onde vivem padres seculares, porém sem votos como numa Congregação, dedicando-se à educação cristã da juventude e do povo e a obras de caridade. Certa vez foi chamado pelo Papa a ser Cardeal, mas respondeu: “Cardeal, eu? Eu prefiro o Paraíso!”, e continuou servindo a Deus com sua vida, na simplicidade e na entrega total.

A vida de São Filipe foi repleta de perseguições e acusações. Ele, porém, jamais se deixou abater por elas, e procurava sempre aprender com as provações. Sua alegria sempre foi contagiante. Ao receber sua última comunhão, pronunciou estas palavras: “Eis a Fonte de toda a minha alegria!”, resumindo naquela frase toda a sua vida de alegria e serviço vindos de Deus, partindo para Deus dia 26 de maio de 1595 e deixando-nos um testemunho de fé, de amor, de coragem, de caridade e de serviço.

“Quem quiser outra coisa que não seja Cristo, não sabe aquilo que quer; quem pede outra coisa que não seja Cristo, não sabe aquilo que faz”. (São Filipe Neri)

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