Vida Consagrada – Breve reflexão

0

Por Thaís Helena 

Com certeza você já ouviu várias expressões a respeito da Vida Religiosa, como: “Ah! É uma vida triste”; “Ficar trancado num convento? Deus me livre!”; “Tem que ter muita coragem…” Coisas do tipo. Mas você sabe o que é a Vida Religiosa? Como contribuem para a Igreja? Todo Consagrado a Deus nos aponta o Céu já aqui no momento presente, com a contemplação do Céu e da Glória Eterna, tendo o Cristo como modelo de sua consagração sendo como ele mesmo Pobre, Casto e Obediente por excelência.

São felizes por viverem a Radicalidade Evangélica e contribuem muito para a sociedade, por seguirem mais de perto os passos de Jesus. Dentro da Igreja, sabemos que sempre tem lugar para todos, e o Espírito Santo sempre suscita um carisma de acordo com a necessidade da humanidade, e se serve de maneira particular em cada Instituto Religioso, desde de as Congregações de vida contemplativa e as de vida ativa no meio do mundo.

Na Vida Monástica (Contemplativa) o apostolado principal é a Oração e Trabalho – Ora et Labora- como nos recorda São Bento. Rezam pela conversão dos pecadores, pela Igreja e suas necessidades, em reparação aos pecados cometidos contra o coração de Deus e conseguem transformar os seus trabalhos manuais como forma de oração. Se assemelham a Jesus nos momentos de oração dirigidos ao Pai, como no Getsemani por exemplo.

Na Vida Ativa (no mundo) realizam seus trabalhos no meio da sociedade, dando o testemunho de sua consagração entre os homens. Contribuem de diversas maneiras como no ensino, nos hospitais, paróquias
e no cuidado dos mais pobres, como Cristo, no anúncio do Evangelho entre os povos.

Nestas duas realidades, vivem a vida fraterna pondo tudo em comum, vivendo o mandamento novo de Cristo “Amai-vos uns aos outros, assim como Eu vos amei.” Precisamente neste serviço resulta, com particular evidência, como a vida consagrada manifesta o carácter unitário do mandamento do amor, na sua conexão indivisível entre o amor de Deus e o amor do próximo.(VITA CONSECRATA-JOÃO PAULO II) 

Com tudo isso, muito devemos aprender com nossos irmãos religiosos, que tudo devemos fazer por amor ao Reino dos Céus, por amor a Deus e os irmãos. Rendemos a Deus nossa gratidão por todos os benefícios que a Igreja recebe através de cada oferta, de cada vocação, de cada renúncia e despojamento que não param gerar frutos na vida da Igreja e do mundo. Rezemos pelas vocações religiosas, rezemos por cada religioso, rezemos por aqueles que se sentem chamados a seguirem Cristo mais de perto.

“Queridos jovens: não tenhais medo de Cristo! Ele não tira nada, ele dá tudo. Quem se doa por Ele, recebe o cêntuplo. Sim, abri de par em par as portas a Cristo e encontrareis a vida verdadeira. Amém.” – HOMILIA DE SUA SANTIDADE BENTO XVI, Praça de São Pedro Domingo, 24 de Abril de 2005

Sobre o Autor

Os comentários estão fechados.

Comente pelo Facebook