Vocação Sacerdotal

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Por Pe. Everton Gonçalves Costa.

Longe de ser uma aptidão pessoal ou algo que se restringe aos padres e religiosas, a vocação é o chamado que Deus faz constantemente a seus filhos e filhas. Não é algo que parte de nós mesmos, mas ao contrário parte do coração amoroso do Pai que nos chama, nos convida e nos conduz. Primeiramente Deus nos chama à vida, depois nos convida e nos atrai às águas batismais, e a partir desse momento, Ele estará sempre ao nosso lado nos chamando a diversos ministérios e serviços, de modo que a uns Ele chama para a vida consagrada e a outros para a vida laical e familiar, todos juntos fazendo acontecer já aqui o Reino de Deus.

Quando se fala em vocação sempre se deve ter em mente que apesar de ser Deus que chama, Ele sempre conta com uma resposta e uma adesão livre e pessoal por parte daquele que está sendo chamado. Deus não nos obriga a dizer sim ou não, mas simplesmente nos chama e espera com paciência e amor nossa resposta.

A vocação sacerdotal é um chamado de consagração e entrega total ao Senhor da messe que chama a trabalhar em sua vinha. Por meio do sacramento da Ordem o sacerdote é ungido para ser no meio do povo a presença do Cristo Bom Pastor. Ser sacerdote é contemplar tão grande mistério de Deus, que conta com nossas limitações para continuar a obra da salvação no mundo.

Não tenho dúvidas de que a vocação nasce da experiência e da vivência comunitária. Assim nasceu a minha vocação, em meio às atividades pastorais de uma simples comunidade paroquial, onde a cada dia fui ouvindo o clamor do Senhor a me chamar, vendo os sinais do tempo e a necessidade crescente da Igreja. Depois de passar pela pastoral vocacional, ingressei no seminário e após tantas experiências vivenciadas ao longo de nove anos de formação, posso notar quantas lutas, quantas vitórias, quanto crescimento, quanta graça de Deus!

A consciência de ser consagrado eternamente para o serviço ao Senhor, tendo a possibilidade de levar Deus a tantos corações, sobretudo aos mais necessitados, é algo que não se pode exprimir por palavras. Consagrar o pão e o vinho e ser instrumento do perdão de Deus constitui o momento mais esperado da vida de um homem que se põe a caminho do sacerdócio, pois como lembra o Santo Cura D’Ars, “o sacerdócio não é para nós mesmos, mas para os outros, para o povo de Deus”. Conforme o lema que escolhi para minha ordenação, que Deus me ajude a fazer sempre e em todas as circunstâncias da minha vida, tudo o que Ele me disser (cf. Jo 2,5).

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